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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Soneto de Amor


De penetrar em teu profundo sol
Sem desvendar os teus plenos mistérios
Sorvendo o canto dos teus gozos sérios
Inverto a noite em teu novo arrebol


Em te cantar te sinto mais silêncio

Afago longo do teu braço liso
Se tanta luz é de que mais preciso
Devo guardar teu horizonte pênsil


Fazer sentido qualquer coisa faz

Quero saber é das grandes desordens
As maravilhas que este tempo traz


Por onde vogas com teu rebuliço

Poder de aurora sobre o mundo tens
E tens da vida o dom do próprio viço.


S. R. Tuppan



[do livro ATINGUASSU]



.*.

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