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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Poesia ~ Estradas Siderais

                        
                       Estradas Siderais


                            Na labuta da vida matutino
                            Conhecendo os segredos seculares
                            Ensinando ao maiores dos mortais
                            Com ogivas armados os cantares
                            Derretendo as camadas glaciais
                            Vivendo sem temer nenhum destino
                            Nas estradas dos versos siderais

                            Amar é sempre um grande desafio
                            Provoca os corações mais comportados
                            E os condena a penas capitais
                            Amantes de amor desesperados
                            Não precisam motivos racionais
                            É quando o mar vai desaguar no rio
                            Nas estradas dos versos siderais

                            Na jornada devemos ser ousados
                            Desbravar novos caminhos pioneiros
                            Honrar a tradição dos ancestrais
                            Encontrando os amigos verdadeiros
                            Queridos pelos bens universais
                            Seguindo por caminhos estrelados
                            Nas estradas dos versos siderais.

                        S. R. Tuppan



Crowded Heart of Hercules Globular Cluster
Image by ESA / NASA Hubble

*



Hubblecast 93: Telescópio Teamwork



O Telescópio Espacial Hubble, da NASA / ESA, é um dos telescópios mais sofisticados do mundo. Mas mesmo o Hubble não pode descobrir todos os segredos do Universo, por conta própria.
Esta nova Hubblecast concentra-se nas descobertas astronômicas feitas usando o Hubble e outros telescópios, tanto no espaço como no chão, em um trabalho de equipe científica.

.*.


domingo, 7 de agosto de 2016

Crônica Poética ~ Mergulho


Mergulho


Amigo visita, bem de manhã cedo.
Sono, quase nada ~ noite, vinho, Poesia.

À praia, marolar!

Nas piscinas naturais,
a maré enchendo,
arrecifes escorregadios;
à luz do horizonte,
a onda puxa o Poeta
ao profundo mar.

Nas águas revoltosas, luto
pra (sobre)viver,
a honrar Poseidon,
sem temer tubarões
~ Oceano a definir.

Chama o Guarda-Vidas!”,
grito ao parceiro, na praia.

Um átimo, não desistir.
Cansado, mergulho,
sigo a correnteza, submerso.
Salvo, toco os corais.

O socorro vem, pronto.
Diz que nos salva lutar,
sem desistir ou fraquejar.

Morno é o mar, praiano calor,
espumas coloridas: Boa Viagem!


S. R. Tuppan


Arrecifes em Boa Viagem, Pernambuco

.*.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Crônica ~ A Solidão e a Arte do Artista

~ * ~

A Solidão e a Arte do Artista

(A Rodolfo Mesquita, in memoriam)


Quanto vale uma Obra?

E uma Vida?

Como se reconhece um Artista?

O que fica dele, a sua Arte?


Não me lembro exatamente de como conheci
o Desenhista/Pintor Rodolfo Mesquita.

Possivelmente, através do saudoso Poeta/Escritor
Francisco Espinhara, amigo em comum,
numa daquelas confluências de Boemia e Artes,
que frequentemente se davam
nas vivíssimas noites da Boa Vista,
Centro do Recife, na década de 90.

Chico e ele se conheciam há tempos e,
mais pra frenteo Professor de Literatura
lançaria o livro de contos curtos Sangue Ruim’,
com ilustrações de Rodolfo, cuja fama
(e atitudede sarcástico não impediu
que nos déssemos bem ~ talvez por isso mesmo: inteligentíssimo, detestava burrice.

Não sem alguma provocação inicial,
que um apaziguador Espinhara (quem diria!)
logo tratou de dissipar.

Devemos ter bebido, eu, ele, Chico,
o também já encantado Poeta/Escritor/Compositor
Erickson Luna e mais alguém.

Eu já conhecia o irmão dele, Poeta
Celso Mesquitacavalheiro de fala
e gestos calmos e texto profundo.

Por essa época, eles andavam distantes.

*

Nas esparsas vezes em que nos encontramos,
algo como uma sutil cumplicidade;
cada um com suas idiossincrasias
e o mútuo respeito por elas.

A obra em si, vi de perto (e gostei)
na Exposição Desenhos Urgentes’, em 2003
~ após um hiato de dez anos sem expor,
o arredio Rodolfo Mesquita voltava à cena,
numa admirável mostra da recente produção
de suas personalíssimas pinturas,
com o recorrente e merecido sucesso.

Curioso que ele, precavido em ocasião crucial,
proibira’ ~ conhecendo-os bem ~
uns amigos nossos de irem à sua vernissage,
a fim de evitar qualquer embaraço.

[Risos!Coisas de Artistas.

Ali, estava sério, compenetrado, profissional.

*

Certa feita, num fim de tarde sossegado,
eu flanava pelo Bairro do Recife,
a fruir a placidez do ocaso,
naquele sítio de histórias e belezas seculares,
onde, altiva e poética, nasceu como cidade
a revoltosa Capital de Pernambuco.

De repente, numa esquina arborizada
da famosíssima Avenida Rio Branco,
surge Rodolfo; daí, vamos tomar umas,
como, por vezes, sói acontecer
nesses propícios encontros inesperados.

Conversamos sobre a Vida, Arte,
a Veneza Venérea’ e não sei mais o quê.

Cedo da noite em flor
~ meio ébrios, semissóbrios ~,
seguimos cada qual o seu rumo.

Veríamo-nos outras vezes ainda.

*

Deixo, por ora, este registro,
singela sincera homenagem

ao Grande Artista Rodolfo Mesquita,

que, tendo pintado as entranhas do 7,
de mãos dadas à inexorável,
acaba de romper o elo e partir
para o encontro definitivo com o Cosmos.

Salve!


S. R. Tuppan,

Recife, 26 de fevereiro de 2016.



Pintura de Rodolfo Mesquita,
Exposição Desenhos Urgentes’,
Galeria Amparo 60, Recife, 2003

*

Rodolfo Mesquita em seu Ateliê, Recife, 2009
Foto: Carlos Montenegro






https://rodolfomesquita.wordpress.com


. * .

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

~ * ~

.!
?¿

ópaxidar





Southern Right Whale
/
Baleia Franca Austral

by / por Tomas Kotouc



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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Proezia

~ * ~


Sobre a Existência


“Na verdade, é simples:


quando eu era jovem,
achava que tinha
a vida inteira pela frente.



Mas a Vida não é algo que se tem,
é algo que passa.”


Simone de Beauvoir


~


desorganiza

orgasmiza

!


S. R. Tuppan




. * .

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