sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Selecinha Perronha 🌟 Artigo

 


S e l e c i n h a   P e r r o n h a

Reflexões sobre o pútrido caldo de cultura do futebol


O nosso preferido jogo de bola não é, e não mais será, o mesmo que nos encantou e fez-nos apaixonar.


Em conversa digital com uma pessoa querida que, compreensivelmente, chateada, lamentara a vergonhosa (pelo modo como se deu), mas não inesperada, desclassificação do Brasil pela derrota por 2x1 para a Noruega, na Copa do Mundo de Futebol Masculino FIFA 2026, nos EUA – juntamente com o México e o Canadá, sedes dessa edição da competição quadrienal –, carinhosamente, respondi:


Dileta e ingênua amante do futebol,


Observando, atentamente, o grande quadro e perscrutando as estruturas do nosso antigo desporto predileto, constatamos que está tudo errado.


A FIFA e a CBF são organizações obscuras que, notadamente, priorizam o âmbito negocial em detrimento do desportivo. As (con)federações e os clubes, idem.


Os atletas estão alienados; majoritariamente, os pouquíssimos que passam nas excludentes peneiras – da vida e do esporte – e conseguem se profissionalizar, mal recebem o suficiente para sobreviver, mas não se organizam para lutar por seus direitos.


Os que chegam ao topo ganham fortunas e, salvo raras exceções, não se importam com os demais.


As tenebrosas betsapps de apostas (via de regra, transnacionais) com seus famigerados influenciadores, pagos a peso de ouro (de tolo, para os menos aquinhoados) – estão a dominar o patrocínio e as mídias, com a cumplicidade das entidades desportivas e o acobertamento de parte das instituições e autoridades jurídicas e políticas. A troco de quê?


Procedendo em proveito (im)próprio, flagra-se em negócios nebulosos quem comanda o futebol, das menores às instâncias principais, atuando como serviçais dos poderosos de plantão.


No subterrâneo andar da fuleiragem, a disputa interna entre as gangues pelo poder na CBF – empresa com vários ex-presidentes processados (e alguns condenados) por um extenso rol de desmandos e crimes diversos – levou a infrutíferas mudanças no comando da seleção, sem critério lógico para além dos interesses de momento.


Estupefatos e agônicos, assistimos a jogadores infantilizados, analfabetos políticos, mal formados, fúteis, aculturados, com precário senso de coletividade, emocionalmente desequilibrados e, aparentemente, sem brio – vacilantes e longe de qualquer brilho que não seja o de suas joias reluzentes – a desorganizada e tropegamente vagar em campo, bisonhamente errando os mais básicos fundamentos: domínio de bola e passes curtos.


Racionalmente, seria inverossímil lograr êxito sem a confiança mútua e a inteligência coletiva potencializadas por nossas melhores (e ora ausentes) qualidades: a espontânea criatividade, a seminal malemolência e a alegria de jogar.


Muito menos, sem liderança moral, técnica e esportiva na equipe.


No caos da desordem institucional e em nome de uma pretensa (porém, nunca verdadeiramente almejada) organização, num carcomido ecossistema machista e elitista, profunda e completamente degradado, perde-se, inescrupulosamente, a nossa maior riqueza, sem que a possamos recuperar – até que não haja mais como resgatá-la.


Que dolorosa constatação; e quão imensuráveis asco e vergonha dessa esdrúxula e nefasta construção – lastimosa distopia normalizada.


Lamentavelmente, embora a torcida cada vez mais se decepcione e entristeça, boa parte ainda se apega à ilusão.


E, pasme, há quem se rasgue pela selecinha e seus ídolos de pés de lama apodrecida.


Enquanto isso, na surdina ou escancarando a ostentação, cartolas e sócios ocultos se locupletam sem nenhum pudor.


Tal configuração, portanto, não ensejaria qualquer sucesso futebolístico – ao contrário dos gigantescos lucros dos capi e seus financiadores.


Estaria, assim, o ludopédio condenado ao inexorável, inclemente e trágico fim que sua tétrica condição atual parece indicar?


Ou, nos seus estertores, a nos livrar dessa pungente desgraça, inevitável e graciosamente, surgirá uma nova, poderosa e bela expressão do lúdico prazer de brincar com a bola?


S. R. Tuppan ⚡


📷 Colhida no Google, sem crédito
Editada com Gemini + Meta AI 3D effect


* Primeiro artigo de uma série sobre o tema.


🙂


Selecinha é um termo popularizado pelo colunista José Simão, em seus textos crítico-humorados no jornal Folha de São Paulo.


Perronha é uma gíria regional, principalmente do Nordeste do Brasil (especialmente Pernambuco), que significa sujeito que joga mal futebol ou pessoa pouco habilidosa no esporte.

O termo é, frequentemente, usado em contextos informais e humorísticos para descrever alguém com pouca técnica ou desempenho inferior em partidas de futebol.

Embora menos conhecida nacionalmente do que termos como "perrengue", sua definição está consolidada em dicionários regionais (vide o Dicionário de Pernambuquês) e na cultura local, servindo como uma crítica leve ou zombaria sobre a baixa qualidade do jogo de um colega ou adversário.

 Informação da Leo AI do Brave.




P. S.: Conheci o termo perronha no início da segunda metade dos anos 1980, quando cursava a Faculdade de Educação Física e Técnica em Desportos da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife, e jogava Futsal no time da UFPE e no juvenil do saudoso Clube Nassau, de Olinda.

SRT ⚡

Imagem gerada pela Gemini, editada com o efeito 3D da Meta AI

#AIisNotArt


💫

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Da Coletiva Resiliência ✨ Aforismo Poético

 🌟


Da Coletiva Resiliência


Sabiam que seria difícil,

mas não deixaram de tentar,

pois era o certo a se fazer.


S. R. Tuppan ⚡


Vídeo postado nos Reels do Instagram
✨ Ilustração com imagens colhidas no Google e editadas com a Meta AI e o Pixlr

#AIisNotArt


✊🏻

terça-feira, 16 de junho de 2026

A Bola no Campo ✨ Lance Final 🌟 Croniconto ✨ Pensamento Poético

 


A Bola no Campo de Jogo


Sem nem saber aonde iria, ela só tinha de ir, passando por pés apressados sobre a verde grama amassada, rolando e voando entre palmas e gritos ao redor. 


No meio do caminho, de repente, parando. O estádio inteiro a não mais respirar. Apenas uma bola a girar, num instante carregando o sonho de milhões a vibrar.


Dá-se, então, a decisão. Rola um pouco mais, escapa de atrevida chuteira, flutua, suave, como uma pluma no ar, e se lança como uma flecha ao encontro do gol.


Esse não é o fim do jogo. Simplesmente, o começo de uma bela história a se contar por anos a fio. E, assim, nos diverte, desde a mais tenra infância até o inevitável findar.


S. R. Tuppan ⚡


Imagem gerada com a Meta AI


Lance final


Rola a bola na verde grama,

ao tocar de ávidas chuteiras,

leve e serena voa no ar,

cai como uma flecha no gol.


S. R. Tuppan ⚡


Vinheta gerada com Copilot AI


#AIisNotArt


💫

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Tira Essa Mão do Meu Pix 🌟 Poesia

 💲


Tira Essa Mão do Meu Pix


Estão de olho em algo meu

É de valor que se trata

Movimenta muita prata

Seja do rico ou plebeu

E o mercado só cresceu

Renascido feito Fênix

No Brasil tem esse mix

Que todo o povo aprovou

Ora, sem nenhum favor

Tira essa mão do meu Pix


S. R. Tuppan ⚡



💫

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Excerto de poema ✨ Transcriação 🌟 Excerpt from poem

 ❤️‍🔥


Do not go gentle into that good night.

Rage, rage against the dying of the light.


Dylan Thomas


💫


Não tão gentil a boa noite adentrar.

Fúria contra a luz não mais fulgurar.


🤔 { Ou, em versos dodecassílabos }


Não adentre esta boa noite com ternura. Fúria.

Fúria contra o fim da luz que já não fulgura.


Transcriação: S. R. Tuppan


Poeta recitando na noite escura

Imagem: Gemini + Pixlr

#AIisNotArt

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quarta-feira, 11 de março de 2026

circular 🌟 poesia

💫


circular


a saudade morde o tempo

mastiga o cerne da vida

deixa o coração mais lento

eita! novidade antiga


s. r. tuppan ⚡


Píer (excerto) 📷 Marco Grosso on Unsplash
Sophia Effect • Pixlr

domingo, 23 de novembro de 2025

Saudade Não Tem Braços, Mas Aperta 🌟 Poesia

 ❤️‍🔥


Saudade Não Tem Braços, Mas Aperta


No balanço da memória, a lembrança

Revivendo o que tanto nos importa

Sai pela janela, entra pela porta

Nos passos de uma antiga contradança

Somente o melhor nossa lente alcança

O silêncio amigo, a palavra certa

Coração quente, mente sempre aberta

Ficam alegrias, vão-se todos ais

Ao sabor dos compassos temporais

Saudade não tem braços, mas aperta


S. R. Tuppan ⚡


Coração em chamas, sombras de cristal

IA Não é Arte ✨ #AIisNotArt

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