🤔
I m p r e c i s ã o
Difícil de curar antigo vício
S. R. Tuppan ⚡
✨ Imagem gerada com o Gemini
#AIisNotArt
💫
🤔
I m p r e c i s ã o
Difícil de curar antigo vício
S. R. Tuppan ⚡
✨ Imagem gerada com o Gemini
#AIisNotArt
💫
⚽
S e l e c i n h a P e r r o n h a
Reflexões sobre o pútrido caldo de cultura do futebol
O nosso preferido jogo de bola não é, e não mais será, o mesmo que nos encantou e fez-nos apaixonar.
Em conversa digital com uma pessoa querida que, compreensivelmente, chateada, lamentara a vergonhosa (pelo modo como se deu), mas não inesperada, desclassificação do Brasil pela derrota por 2x1 para a Noruega, na Copa do Mundo de Futebol Masculino FIFA 2026, nos EUA – juntamente com o México e o Canadá, sedes dessa edição da competição quadrienal –, carinhosamente, respondi:
Dileta e ingênua amante do futebol,
Observando, atentamente, o grande quadro e perscrutando as estruturas do nosso antigo desporto predileto, constatamos que está tudo errado.
A FIFA e a CBF são organizações obscuras que, notadamente, priorizam o âmbito negocial em detrimento do desportivo. As (con)federações e os clubes, idem.
Os atletas estão alienados; majoritariamente, os pouquíssimos que passam nas excludentes peneiras – da vida e do esporte – e conseguem se profissionalizar, mal recebem o suficiente para sobreviver, mas não se organizam para lutar por seus direitos.
Os que chegam ao topo ganham fortunas e, salvo raras exceções, não se importam com os demais.
As tenebrosas bets – apps de apostas (via de regra, transnacionais) com seus famigerados influenciadores, pagos a peso de ouro (de tolo, para os menos aquinhoados) – a dominar o patrocínio e as mídias, com a cumplicidade das entidades desportivas e o acobertamento de parte das instituições e autoridades jurídicas e políticas (*). A troco de quê?
Procedendo em proveito (im)próprio, flagra-se em negócios nebulosos quem comanda o futebol, das menores às instâncias principais, atuando como serviçais dos poderosos de plantão.
No subterrâneo andar da fuleiragem, a disputa interna entre as gangues pelo poder na CBF – empresa com vários ex-presidentes processados (e alguns condenados) por um extenso rol de desmandos e crimes diversos – levou a infrutíferas mudanças no comando da seleção, sem critério lógico para além dos interesses de momento.
Estupefatos e agônicos, assistimos a jogadores infantilizados, analfabetos políticos, mal formados, fúteis, aculturados, com precário senso de coletividade, emocionalmente desequilibrados e, aparentemente, sem brio – vacilantes e longe de qualquer brilho que não seja o de suas joias reluzentes – a desorganizada e tropegamente vagar em campo, bisonhamente errando os mais básicos fundamentos: domínio de bola e passes curtos.
Racionalmente, seria inverossímil lograr êxito sem a confiança mútua e a inteligência coletiva potencializadas por nossas melhores (e ora ausentes) qualidades: a espontânea criatividade, a seminal malemolência e a alegria de jogar.
Muito menos, sem liderança moral, técnica e esportiva na equipe.
No caos da desordem institucional e em nome de uma pretensa (porém, nunca verdadeiramente almejada) organização, num carcomido ecossistema machista e elitista, profunda e completamente degradado, perde-se, inescrupulosamente, a nossa maior riqueza, sem que a possamos recuperar – até que não haja mais como resgatá-la.
Que dolorosa constatação; e quão imensuráveis asco e vergonha dessa esdrúxula e nefasta construção – lastimosa distopia normalizada.
Lamentavelmente, embora a torcida cada vez mais se decepcione e entristeça, boa parte ainda se apega à ilusão.
E, pasme, há quem se rasgue pela selecinha e seus ídolos de pés de lama apodrecida.
Enquanto isso, na surdina ou escancarando a ostentação, cartolas e sócios ocultos se locupletam sem nenhum pudor.
Tal configuração, portanto, não ensejaria qualquer sucesso futebolístico – ao contrário dos gigantescos lucros dos capi e seus financiadores.
Estaria, assim, o ludopédio condenado ao inexorável, inclemente e trágico fim que sua tétrica condição atual parece indicar?
Ou, nos seus estertores, a nos livrar dessa pungente desgraça, inevitável e graciosamente, surgirá uma nova, poderosa e bela expressão do lúdico prazer de brincar com a bola?
S. R. Tuppan ⚡
(* No Brasil, o Governo Lula, em 25/9/2026, decidiu proibir as bets e, consequentemente, seu patrocínio aos clubes, federações e afins, e sua propaganda em geral.)
🧐 Primeiro artigo de uma série sobre o tema.
🙂
Selecinha é um termo popularizado pelo colunista José Simão, em seus textos crítico-humorados no jornal Folha de São Paulo.
Perronha é uma gíria regional, principalmente do Nordeste do Brasil (especialmente Pernambuco), que significa sujeito que joga mal futebol ou pessoa pouco habilidosa no esporte.
O termo é, frequentemente, usado em contextos informais e humorísticos para descrever alguém com pouca técnica ou desempenho inferior em partidas de futebol.
Embora menos conhecida nacionalmente do que termos como "perrengue", sua definição está consolidada em dicionários regionais (vide o Dicionário de Pernambuquês) e na cultura local, servindo como uma crítica leve ou zombaria sobre a baixa qualidade do jogo de um colega ou adversário.
— Informação da Leo AI do Brave.
★
P. S.: Conheci o termo perronha no início da segunda metade dos anos 1980, quando cursava a Faculdade de Educação Física e Técnica em Desportos da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife, e jogava Futsal no time da UFPE e no juvenil do saudoso Clube Nassau, de Olinda.
— SRT ⚡
💫
🌟
Da Coletiva Resiliência
Sabiam que seria difícil,
mas não deixaram de tentar,
pois era o certo a se fazer.
S. R. Tuppan ⚡
#AIisNotArt
✊🏻
⚽
A B o l a no C a m p o de J o g o
o u
A I n g ê n u a P e l o t a
Sem nem saber aonde iria, ela só tinha de ir, passando por pés apressados sobre a verde grama amassada, rolando e voando entre palmas e gritos ao redor.
No meio do caminho, de repente, parando. O estádio inteiro a não mais respirar. Apenas uma bola a girar, num instante carregando o sonho de milhões a vibrar.
Dá-se, então, a decisão. Rola um pouco mais, escapa de atrevida chuteira, flutua, suave, como uma pluma no ar, e se lança como uma flecha ao encontro do gol.
Esse não é o fim do jogo. Simplesmente, o começo de uma bela história a se contar por anos a fio. E, assim, nos diverte, desde a mais tenra infância até o inevitável findar.
S. R. Tuppan ⚡
Lance final
Rola a bola na verde grama,
ao tocar de ávidas chuteiras,
leve e serena voa no ar,
cai como uma flecha no gol.
S. R. Tuppan ⚡
#AIisNotArt
💫
💲
Tira Essa Mão do Meu Pix
Estão de olho em algo meu
É de valor que se trata
Movimenta muita prata
Seja do rico ou plebeu
E o mercado só cresceu
Renascido feito Fênix
No Brasil tem esse mix
Que todo o povo aprovou
Ora, sem nenhum favor
Tira essa mão do meu Pix
S. R. Tuppan ⚡
💫
❤️🔥
Do not go gentle into that good night.
Rage, rage against the dying of the light.
Dylan Thomas
💫
Não tão gentil a boa noite adentrar.
Fúria contra a luz não mais fulgurar.
🤔 { Ou, em versos dodecassílabos }
Não adentre esta boa noite com ternura. Fúria.
Fúria contra o fim da luz que já não fulgura.
Transcriação: S. R. Tuppan ⚡
Imagem: Gemini + Pixlr
~ * ~
💫
circular
a saudade morde o tempo
mastiga o cerne da vida
deixa o coração mais lento
eita! novidade antiga
s. r. tuppan ⚡
✨
❤️🔥
Saudade Não Tem Braços, Mas Aperta
No balanço da memória, a lembrança
Revivendo o que tanto nos importa
Sai pela janela, entra pela porta
Nos passos de uma antiga contradança
Somente o melhor nossa lente alcança
O silêncio amigo, a palavra certa
Coração quente, mente sempre aberta
Ficam alegrias, vão-se todos ais
Ao sabor dos compassos temporais
Saudade não tem braços, mas aperta
S. R. Tuppan ⚡
~ * ~
🌟
Hino à Beleza
(Charles Baudelaire)
Vens tu lá do céu profundo ou surges do abismo,
Beleza? Teu olhar, divinal e daninho,
Verte, confusamente, o bem e o banditismo,
Então, assim, se pode comparar-te ao vinho.
Nos teus olhos conténs o sol poente e a aurora;
Lanças perfumes como a noite tempestuosa;
Teus beijos são filtro fluindo boca a fora
Tornando o herói covarde e a cria corajosa.
Sobes do escuro abismo ou das estrelas desces?
Sempre a Fortuna te acompanha como um cão;
Alegrias e desgraças ao acaso teces,
Comandas tudo e não respondes "sim" nem "não".
Andas sobre os mortos, Beleza, e os escarneces;
Entre riquezas tantas, o Horror, joia charmosa,
E a Morte, essa oferenda que, ademais, forneces,
Orgulhosa, no teu ventre dança amorosa.
A mariposa fugaz voa pra ti, ó, vela,
Crepita, flameja e clama: Bendita chama!
O amante arfante abraça a sua amada bela
Qual moribundo alisando a gélida cama.
Que tu venhas do céu ou do inferno, que importa,
Beleza!, ingênuo monstro, enorme, assustador!
Se teu olhar, teus riso e pés me abrem a porta
Do Infinito que amo e não sou conhecedor?
De Satã ou de Deus, que importa? Anjo ou Sereia,
Que importa, se tu – fada de olhos de veludo,
Rainha de luz, perfume e ritmo cheia! –
Fazes o mundo melhor e mais leve tudo?
Transcriação: S. R. Tuppan ⚡
💫
Hymne à la Beauté
Viens-tu du ciel profond ou sors-tu de l'abîme,
Ô beauté ? ton regard, infernal et divin,
Verse confusément le bienfait et le crime,
Et l'on peut pour cela te comparer au vin.
Tu contiens dans ton oeil le couchant et l'aurore ;
Tu répands des parfums comme un soir orageux ;
Tes baisers sont un philtre et ta bouche une amphore
Qui font le héros lâche et l'enfant courageux.
Sors-tu du gouffre noir ou descends-tu des astres ?
Le destin charmé suit tes jupons comme un chien ;
Tu sèmes au hasard la joie et les désastres,
Et tu gouvernes tout et ne réponds de rien.
Tu marches sur des morts, beauté, dont tu te moques ;
De tes bijoux l'horreur n'est pas le moins charmant,
Et le meurtre, parmi tes plus chères breloques,
Sur ton ventre orgueilleux danse amoureusement.
L'éphémère ébloui vole vers toi, chandelle,
Crépite, flambe et dit: Bénissons ce flambeau !
L'amoureux pantelant incliné sur sa belle
A l'air d'un moribond caressant son tombeau.
Que tu viennes du ciel ou de l'enfer, qu'importe,
Ô Beauté! monstre énorme, effrayant, ingénu !
Si ton oeil, ton souris, ton pied, m'ouvrent la porte
D'un Infini que j'aime et n'ai jamais connu ?
De Satan ou de Dieu, qu'importe ? Ange ou Sirène,
Qu'importe, si tu rends, – fée aux yeux de velours,
Rythme, parfum, lueur, ô mon unique reine! —
L'univers moins hideux et les instants moins lourds ?
Charles Baudelaire
~ * ~
💥
poemínimo ao máximo
poesia no ar
voo
S. R. Tuppan ⚡️
❤️🔥
maximus poeminimum
poetry in the air
flow
S. R. Tuppan ⚡
✨
Image 2: 'Glory in Colors to the Sun'
Images: Copilot AI • #AIisNotArt
💫
💫
O Parlamento das Fadas
O tempo se transfigura
Nessa história que nos contas
Da casa das cinco pontas
O passado se mistura
Entra na vida futura
Feito um nó que se desata
Com precisão inexata
Histórias de fantasia
Arquitetando a magia
Fadas de Beira da Mata
S. R. Tuppan ⚡
Inspirado em resenha de Bráulio Tavares sobre o livro Little, Big – O Parlamento das Fadas, de John Crowley
☆
💥
Ainda Estamos Aqui
Contexto
Uma família feliz
Plena de amor e cultura
Sofre com a ditadura
Sem perder a diretriz
Sabe a luta que condiz
Por agora e no porvir
Com garra mas a sorrir
Apesar de tantos ais
Dona Eunice se refaz
Diz ainda estou aqui
Guerra Fria
No contexto mundial
Governavam duas listas
Liberais e comunistas
Numa guerra cultural
Era um controle total
Para que vós mais não vísseis
Houve até crise dos mísseis
Quase explodindo o planeta
Girando na carrapeta
Outros tempos bem difíceis
Transformações
Ao defrontar vil problema
Mãe engole a própria dor
Filho se torna escritor
Escrevendo sobre o tema
O livro vira cinema
Toda história nos contando
Da vida se transformando
Nas espirais dessas trilhas
No Brasil das maravilhas
Pelos direitos lutando
Comunicação
Está dando o que falar
O retumbante sucesso
Sem esquecer no processo
A contradição que há
Quem produz e vai lucrar
A Globo na cara dura
Apoiava a ditadura
Sendo serviçal do Império
Organismo deletério
A minar nossa cultura
Democracia?
Seja de perto ou distante
A mesma ilusão manjada
Propaganda descarada
A vender falso brilhante
Pois a classe dominante
Faz agora o que fazia
Muda só de fantasia
Esse sistema oligarca
Pra limpar a velha marca
Fingindo democracia
Consciência
Grandes obras são tesouros
Para além de quem domina
Passam na peneira fina
Com seus merecidos louros
Referentes duradouros
Elevando o nosso brio
Mostrando o que já se viu
Para a geração futura
Em evolução perdura
A Cultura do Brasil.
S. R. Tuppan ⚡
🇧🇷
📽️ Ainda Estou Aqui
cartaz do filme
☆
💥
Novo Tempo das Redes Digitais
Amanhece e anoitece a cada dia
A girar pensamentos e emoções
Maturando o passar das estações
A mudar turbilhão em calmaria
Desfrutando o viver com alegria
Alcançar sensatez, amor e paz
Equilíbrio do ser que satisfaz
Segue a vida seu fluxo perene
A cuidar pra que não nos envenene
Novo tempo das redes digitais
S. R. Tuppan ⚡
~ * ~
☯️
Autoconhecimento
Leio-me em mim, todo vejo-me.
Único, entre tantos.
Sabendo aprender.
S. R. Tuppan ⚡
#AIisNotArt
✨
∆
Duas caras
Eis o sistema, querida.
Finge que muda, para nada mudar.
Nenhum dilema, mas pode piorar.
S. R. Tuppan ⚡️
#Antipoética
💫
Two faces
That's the system, dearest.
Pretend to change, so nothing changes.
No dilemma, but it can get worse.
S. R. Tuppan ⚡️
#Antipoetics
☆
💥
Pense no que é bom
Seja de noite ou de dia
Dádiva do dom
Sem precisar serventia
Ritmada e no tom
Pra que serve a Poesia
O verso traz alegria
Pra quem gosta de viver
Também se faz nostalgia
Nas saudades a doer
Anima, agita, anuncia
As lutas por combater
Vai do amor à fantasia
Eterniza o que se vê
Traduz com toda magia
A plenitude do ser
S. R. Tuppan ⚡
💫
💥
💥
poesia no ar
voo
S. R. Tuppan ⚡️
❤️🔥
✍🏻 texto originalmente publicado (sem título, aposto em 14/09/2024) na página Tuppan Lights no Facebook, a 13/09/2019
💫
💥
De onde vem a Poesia?
A Poesia vem da Vida,
da Imaginação,
do Mistério.
S. R. Tuppan ⚡
💫
Where does Poetry come from?
Poetry comes from Life,
Imagination,
Mystery.
S. R. Tuppan ⚡
❤️🔥