sábado, 24 de julho de 2010

A Canção dos Meninos Mortos ✨ Poesia


Chacina da Candelária  25 Anos

23 de Julho de 1993  2018


Pintura no local da Chacina da Candelária


A Canção dos Meninos Mortos


Sete meninos mortos
Nas calçadas do Brasil

Sete zil anônimos assassinados
Filhos da Pátria puta que os pariu

Sete zilhões de consciências
Entregues ao vício verde-amarelo-branco-azul anil

Sete zilhões de corações
Vezes setenta triviolações

Setecentas tantas outras
Formas de alienação

Sedentos vermes da morte
Cumprindo sua missão

Sete vezes me alucino
Vezes sete digo não

* * *

Ser tão comum
Igualmente amoroso

Vê o vento da noite
Levar sua vida embora

Embora uma vida de cão
Flores setembra a Primavera


S. R. Tuppan ⚡

[ Do livro ATINGUASSU, inédito ]


Crianças que viviam nas ruas do Rio de Janeiro
são amparadas após a Chacina da Candelária,
que vitimou seus amigos em 23 de Julho de 1993.

*

[ Postagem atualizada às 15h da segunda-feira, 23 de Julho de 2018 ]


Nota na Página Rights Are Rights, no Facebook

https://www.facebook.com/notes/rights-are-rights/25-anos-da-chacina-da-candelária-rj/1793867477361628


Silhuetas pintadas dos jovens assassinados
na calçada da Igreja da Candelária,
Centro do Rio de Janeiro | Foto: Marcos Vianna

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Exclusivo!

Em primeira mão, daremos a notícia oficial
da 'Fliporto Alternativa', em Olinda!
Aguardem!!!
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domingo, 4 de julho de 2010

!experimentandum!

breve crônica à guisa de fábula

o jogo na floresta ardendo
peneirando no ar vigia o gavião
controla cães e cavalos
lagartos, cobras, ratos

a plateia dos macacos
no ritmo das tecnologias

pavões perdidos na festa
corujas com sabedoria

teatro de semideuses
o jogo ardendo na floresta

S. R. Tuppan
.*.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Aniversário: Dia Comum!

Ano após ano, dia após dia, minuto a minuto,
segundo a segundo, instante, momento...
Eis a Vida: este pleno gozar!
.*.

sábado, 12 de junho de 2010

Do Amor Imediato 🌟 Poesia

❤️‍🔥

Do Amor Imediato


Ao lado pus meu sono inerte
Pois que te entrego a minha sorte
Suave como um longo flerte
Inesperada e breve, como a morte

Entusiasmado de amor e encanto
Ao vento teço meu condão azul
Espalho risos sobre o escasso pranto
E me consolas sobre o mar do Sul

Avaro, entanto, de algo mais doce
Néctar verde – luz espacial
Derramo água como leite fosse

Sobre teu sonho vão nupcial
Agora cai o sol azul da tarde
Melhor amar que ser covarde.

S. R. Tuppan ⚡ 

do livro ATINGUAÇU, (ainda) inédito

Imagem via Bing AI with DALL.E 3

* Atualização em 13/06/2024.

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