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sábado, 14 de abril de 2018

Jogos Históricos 🌟 Crônica

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Jogos Históricos




Já começa com gol o clássico alvinegro; o visitante marca primeiro, diminuindo a distância pros três tentos de que precisa para empatar na soma das partidas ~ a outra foi 3 x 0 pro adversário ~, ocasionando a improvável prorrogação.

É o Futebol! Pense num jogo gostoso de jogar!
Na praia é o melhor lugar, na areia lisa, junto às espumas do mar.

Este é da Liga dos Campeões, grande torneio internacional.
Nesta fase, são oito times, passando quatro pras semifinais.

O estádio lotado lembra um moderno Coliseu, com 22 no palco, a gladiar com a bola, na busca da inebriante e tão sonhada quanto efêmera, fúlgida inobstante fugidia e vã, marcante ou pequena glória.




No dia seguinte, a maior surpresa: mandante na partida de volta, o rubro-amarelo goleia o azul-grená estrangeiro por 3 x 0, tendo a vantagem do gol fora, na ida, quando perdera por 4 x 1, devolvendo agora a goleada e levando ao delírio torcedores, dirigentes, narradores e quem gosta deste esporte único nas infindáveis possibilidades, que nos propicia as mais diversas situações.

Como descrever tal fenômeno, nos seus instantes de apogeu?

Jogar bola é bem melhor que assistir, mas, quando vemos um jogão desses, é bom demais! Dois, então!!

Imprevisibilidades, vosso nome é futebol.
Quem diria, ao fim do primeiro embate, que tamanha diferença no placar se reverteria?
Pois quem ganhara, nos dois casos, era considerado superior.

O inesperado acontece, o imprevisto de novo se apresenta.
Nos momentos finais, falta na área, pênalti, gol!

Melhor do mundo, artilheiro-mor do campeonato, líder do Clube mais campeão, obstinado e cruel, o exímio goleador insaciável não perdoa, marca.

Último lance do jogo, a torcida da casa comemora a ida pra semifinal e sai toda contente ~ mesmo perdendo este por 3 a 1 ~, vivenciando aqueles jogos incríveis, de intensas emoções e sentimentos indescritíveis.

Diversões provisórias, êxtases tais são como folgas das mui longas e tristes horas cheias de mazelas, durezas, dramas e tragédias ~ feiuras várias difusas no mundo, ao longo da história ~, e no (bem sabe-se como) resiliente cotidiano nacional.

São qual bálsamos urgentes, ínterim da re-adiada, porém inevitável ~ tomadora, contudo imperiosa ~ consciência da desafiadora concretude da vida real.


S. R. Tuppan ⚡



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terça-feira, 11 de abril de 2017

Humores Temporais 🌟 Crônica


Humores Temporais

Manhã de Outono agradável no Recife, clima ameno, após as chuvas – entre nuvens persistentes, algum indício de sol.

Quartetos de Beethoven mais documentário sobre Roberto Rosselini, Anna Magnani, Ingrid Bergman e os filmes Stromboli e Vulcano.

Risos com a sofrível crônica da empolgada, sem noção, mulher do justiceiro da moda, a virar piada nos blogs e redes sociais na inescapável Internet.

Em contraponto a tal cometimento antiliterário, a irônica ‘Sanidade Total à Brasileira’, da lavra do Verdadeiro Escritor Urariano Mota – este sim um texto digno de menção, a nos divertir e instigar com as impagáveis notas de surrealismo da vida na cidade e o seu rotineiro desfilar de tipos insólitos, caricatos autômatos na impercebida mediocridade cotidiana, personagens reais quase inverossímeis na urgência do viver.

Após um aprazível dia caseiro de estudos, cozinha e aquele delicioso tinto orgânico, o ocaso da tarde a trazer a mais comum e serena noite outonal, anunciada por instintivo coro polifônico de brasileiríssimos sapos naturalmente a coachar.





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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Beco da Fome ✨ Crônica Poética

🌟

Beco da Fome
(um tempo atrás)
 
 
Manhã no Centro.
 
Zum-zum-zum!
Gentes.
Cheiros: frituras, cachaças, esgotos, suores.
 
Sol a pino.
 
O Recife ardente no mormaço central.
A cidade acesa em alvoroço, crua, cotidiana, indócil, contraditória, estéril, prenhe, a suportar as mazelas, em sua ultrajante rotina centenária.

Por-do-Sol.

A moça mangueia, o moço vagueia, zonzo, o bêbado cambaleia.
Fascinantes encontros ocasionais.
Homens, mulheres, jovens, adultos, velhos, quase misturados, na lonjura dos caminhos ou da mesa ao lado.
Alternativos, loucos, excluídos, marginais.

Surgem os Poetas, achegam-se os Músicos, vários Artistas sensacionais.

Indiferente, incólume, sem pressa alguma, organicamente, a noite cai.
 
Espontâneo sarau a expor desconcertantes histórias de amores ímpares, (in)gloriosas aventuras citadinas, logros, quimeras, sofreres, gozos.

A crítica cáustica aos poderes.
Aguçadas ironias, sarcasmo contra os vassalos e seus maiorais.
Cruciantes, súbitas, ébrias sincronias.

Paixões nascentes, maduras, desfeitas, sem pudores.
Risos, brigas, beijos, choros, dormências, carnavais.

Meia-noite.

Insones baratas, ratazanas, polícias, gays, putas, ladrões, cheira-colas e outros viciados.
Até o dia amanhecer com sua indômita crueza incendiária.
 
Se chover, alaga tudo.
Aí, danou-se, as lamas se misturam – dos mangues, dos bairros, das gentes, bueiros, catedrais –, conformando o denso caldo de esdrúxulas agonias, agruras terríveis, sonhos abortados, esparsas alegrias, onde a Poesia aflora – bruta –, expande, explode, urra, imola-se, goza e chora, mas não se cala.


S. R. Tuppan ⚡




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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Rapidinhas da Louc@ 🌟 Crônica

🙃

Rapidinhas da Louc@

Danusa, Índigenas e Domésticas – Pirações Brasílicas


Por Zinebrildizsss!

Quando a gente pensa que já viu de tudo... Tããã-rrrããã!!!

De repente, instantânea, inesperadamente, a Louc@ se vê mais que surpreendida com as incríveis tiradas de uma dantesca socialite, que, de tão, mas tão non sense – qual a Louc@?! –, foi especialmente convidada pelo intergalático cineasta pernambucano Gabriel Mascaro para a aguardada estreia do mais recente filme dele, Doméstica, na oportuníssima data de Primeiro de Maio – Dia do Trabalhador!

Essa Persona citada no convite vem a ser a mesma que, tempos atrás, reclamando do [então*] ex-Presidente Lula, em tom indignado, disse que não sentia mais vontade de ir a Nova Iorque [tadinha!] porque “agora até o porteiro do prédio pode ir”.

Em nova investida, na sua nada santa cruzada em defesa das regalias dos ricos e agregados, ela externa uma solidária preocupação com as invasões de propriedade, por conta do recente episódio da ocupação por Indígenas de um hotel-fazenda no litoral sul da Bahia.

Reclama da insegurança e dos prejuízos sofridos pelos donos da fazenda, após, segundo ela, dez anos de trabalho para torná-la o que “parecia o paraíso na terra”.

E completa: “a Funai fez com que os índios [sic] saíssem do hotel, mas e se eles voltarem, qual a solução?

Botar um bando de seguranças em volta do hotel, no meio dos coqueiros?”.

Aí, a Louc@ pira!

Ueh! Mas não eram @s Indígenas @s habitantes originais do lugar – este nosso imenso, bucólico e belo Pindorama –, até sofrerem as invasões dos europeus?

Não são @s nativ@s da terra das "palmeiras, onde canta o sabiá", até hoje atacados, roubados, violentados, aculturados, explorados e mortos pelos ditos civilizados?


💫

Piração da Louc@ • II

Não satisfeita em caramiolar ainda mais o quase nenhum, e sempre em falta, juízo da Louc@ e da N@ção Maluc@, a só mertiolate escreve [ahn?! ela recebe pra isso?! Só podia ser na F@lha], a seguir:

“E agora vamos a meu assunto predileto, atualmente: a PEC das domésticas...”

Inconformada com esta leva insana de reconhecimento legal dos Direitos Trabalhistas [humf! como se já não bastasse a elevação do padrão econômico – o que mais essa gentalha ainda vai querer?], a semi-débil vê-se agora atormentada, e naturalmente solidária, com o suplício de "um casal muito muito rico, [que] tem duas empregadas, há uns 15 anos, que dormem no emprego.

[Tudo estava na mais perfeita ordem, até que] veio a PEC, [para atrapalhar a vida d]a dona da casa – que não suporta a ideia de ter um livro de ponto em casa, e ao mesmo tempo quer ter o direito de pedir um chá às 10h da noite”.

Muito justo! [#sqn] Direito de ter serviçais à disposição 24 horas por dia, afinal, mantemos ainda a vergonhosa e absurda tradição que o grande abolicionista, escritor, jurista, político e diplomata Joaquim Nabuco disse que, infelizmente, perduraria por muitos e muitos anos após a Abolição da Escravatura no Brasil: a terrível “herança escravocrata”. 

Ademais, "nenhuma delas queria virar diarista, pois  estavam gostavam [sic] do emprego e tinham, cada uma, seu quarto confortável, ar condicionado e televisão [puxa!]; foi combinado, então, um bom aumento".

E haja pérolas: "os principais direitos elas já [?!] tinham.

{ Pausa: Quer dizer que o casal "muito muito rico" não pagava os direitos completos?

Ahnran! Pira, Louc@ – a Louc@ pira! }

Foi então acrescentado [?!] o FGTS, e como nenhuma das duas pretendia ter filhos, os auxílios creche e maternidade estavam fora de questão [ufa!].

O que o empregador não aceitava era se sentir vigiada [sic] pelo Grande Irmão, de George Orwell, a cada vez que pedisse um chá às 10h da noite.

As partes se acertaram, mas talvez estejam vivendo na ilegalidade. [É nada?!]

Tenho a impressão [de] que o governo está interferindo um pouco mais do que o tolerável na relação entre empregado e empregador no trabalho doméstico".

A Louc@ pirou total!!!

Relevando os crimes dela contra o idioma, será que a caricata dondoca acredita que existem cidadãos de primeira e de segunda classes?

Será que ela se acha o AlfÔmega e @s outr@s são o "Z", de Zé Ninguém?!

Ou será ilusão que a Constituição do Brasil garante que “Tod@s são iguais perante a Lei”?

Ou será que tudo isso não passa de uma viagem psicodélica?!

Mas é Carnaval! Neh, não?!

Iihh!! A Louc@ despiroca gerais!!!



A Louc@ é uma personagem virtual de fricção, saída dos
Miolos Cri@tivos!

[ * Publicação atualizada em 20 de abril de 2024, com grifos e itálicos meus. ]

🌟

Doc. Doméstica • Trailer Oficial


✨

Doméstica (completo) • Direção: Gabriel Mascaro, 2012


Sete jovens, que pertencem a classes sociais distintas, são responsáveis por filmar as próprias empregadas domésticas e contar a história delas para os espectadores.

Assim, conhecemos um pouco da vida dessas trabalhadoras.

✊🏼

Django Livre • Trailer




Release

"Ambientado no sul dos Estados Unidos dois anos antes da Guerra Civil, DJANGO LIVRE é estrelado pelo vencedor do Oscar®, Jamie Foxx, como Django, um escravo cujo histórico brutal com seus ex-senhores o coloca cara a cara com o caçador de recompensas alemão, dr. King Schultz (o vencedor do Oscar®, Christoph Waltz).

Schultz está no encalço dos sanguinários irmãos Brittle, e Django é o único que pode levá-lo à sua recompensa.

O heterodoxo Schultz compra Django com a promessa de alforriá-lo assim que capturar os Brittle – mortos ou vivos.

O sucesso leva Schultz a libertar Django, embora os dois optem por não seguirem caminhos separados.


Em vez disso, Schultz caça os criminosos mais perigosos do sul dos E.U.A., tendo Django ao seu lado.

Aperfeiçoando suas habilidades vitais de caça, Django permanece focado em um único objetivo:

encontrar e resgatar Broomhilda (Kerry Washington), a esposa que ele havia perdido para o tráfico de escravos, há muito tempo.

A busca de Django e Schultz acaba levando-os até Calvin Candie (o indicado ao Oscar®, Leonardo DiCaprio), o proprietário de Candyland, uma fazenda abominável.

Explorando a fazenda sob falsos pretextos, Django e Schultz despertam a desconfiança de Stephen (o indicado ao Oscar®, Samuel L. Jackson), o fiel escravo doméstico de Candie.

Suas manobras são percebidas, e uma organização traiçoeira fecha um cerco ao seu redor.

Se Django e Schultz quiserem escapar levando Broomhilda, eles precisam escolher entre a independência e a solidariedade, entre o sacrifício e a sobrevivência...

Escrito e dirigido pelo vencedor do Oscar®, Quentin Tarantino, DJANGO LIVRE é produzido por Stacey Sher, Reginald Hudlin e Pilar Savone.


Os produtores executivos são Harvey e Bob Weinstein, Michael Shamberg, Shannon McIntosh e James Skotchdopole.

DJANGO LIVRE estreiou nos Estados Unidos pela The Weinstein Company no dia 25 de dezembro de 2012, com lançamento internacionalmente pela Sony Pictures Releasing International.

No Brasil, o filme foi lançado em 18 de janeiro de 2013."




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