quinta-feira, 24 de julho de 2014

Bebendo o Encantado 🌟 Poesia ✨ Décima Contemporânea

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Bebendo o Encantado
A Ariano Suassuna

Eu também já fui menino
Inda gosto de brincar
Voo pelo céu estelar
Amo o verbo repentino
Sem deixar de ser traquino
A Vida e a Morte na mão
Cultivando a comunhão
Amando as belas meninas
Nas celestiais colinas
A compor nova canção

S. R. Tuppan ⚡

  
   Ariano Suassuna 📷 Google

* ~

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Croniqueta

Um Sonho

O Poeta e o Grande Cineasta Pensador,
tranquila e animadamente, a prosear.
Daí a pouco, o Grande Compositor.

Alguéà porta. Ela.
Linda, muito linda!
Olhos vívidos, mais do que sempre.
Longuíssimos cabelos em cores.
Translúcida tez macia.

Sussurra-lhe algo, em tom de brincadeira.
O Poeta responde em sintonia.
Olham-se, dão-se as mãos.
Sem querer, o despertar.

Agora buscar reviver,
na insurgente vigília, o que se dá
na maravilhosa dimensão onírica do Ser.

S. R. Tuppan

.*.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Beco da Fome ✨ Crônica Poética

🌟

Beco da Fome
(um tempo atrás)
 
 
Manhã no Centro.
 
Zum-zum-zum!
Gentes.
Cheiros: frituras, cachaças, esgotos, suores.
 
Sol a pino.
 
O Recife ardente no mormaço central.
A cidade acesa em alvoroço, crua, cotidiana, indócil, contraditória, estéril, prenhe, a suportar as mazelas, em sua ultrajante rotina centenária.

Por-do-Sol.

A moça mangueia, o moço vagueia, zonzo, o bêbado cambaleia.
Fascinantes encontros ocasionais.
Homens, mulheres, jovens, adultos, velhos, quase misturados, na lonjura dos caminhos ou da mesa ao lado.
Alternativos, loucos, excluídos, marginais.

Surgem os Poetas, achegam-se os Músicos, vários Artistas sensacionais.

Indiferente, incólume, sem pressa alguma, organicamente, a noite cai.
 
Espontâneo sarau a expor desconcertantes histórias de amores ímpares, (in)gloriosas aventuras citadinas, logros, quimeras, sofreres, gozos.

A crítica cáustica aos poderes.
Aguçadas ironias, sarcasmo contra os vassalos e seus maiorais.
Cruciantes, súbitas, ébrias sincronias.

Paixões nascentes, maduras, desfeitas, sem pudores.
Risos, brigas, beijos, choros, dormências, carnavais.

Meia-noite.

Insones baratas, ratazanas, polícias, gays, putas, ladrões, cheira-colas e outros viciados.
Até o dia amanhecer com sua indômita crueza incendiária.
 
Se chover, alaga tudo.
Aí, danou-se, as lamas se misturam – dos mangues, dos bairros, das gentes, bueiros, catedrais , conformando o denso caldo de esdrúxulas agonias, agruras terríveis, sonhos abortados, esparsas alegrias, onde a Poesia aflora  bruta –, expande, explode, urra, imola-se, goza e chora, mas não se cala.


S. R. Tuppan ⚡




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sábado, 25 de janeiro de 2014

Cachoeira de Fogo ~ Letra de Música




Cachoeira de Fogo
[CocnRoll]


corre um rio de fogo
descendo a ribanceira

vai matando bicho
derretendo gente
aumentando a bagaceira




é lava, cinza, fumaça
não escapa ninguém

por onde ele passa
o destino é a morte
morre o rico sem sorte
e o pobre também

morrem todos de graça
quem tem e quem não tem


S. R. Tuppan




*



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sábado, 7 de dezembro de 2013

Trago Comigo ✨ Tetralogia 🌟 Poesia


Tetralogia


Trago comigo

o que vem das profundezas calmas
o que há nas cavernas antigas

a Poesia n'alma

*


Trago comigo

a Poesia que me leva
a me teletransportar
 
nas Estradas Siderais

vou a voar

* *


Trago comigo

uma vontade viva
uma busca serena
um calor de revolta

o germe da Poesia

* * *


Trago comigo

a potência do novo
um Amor Solidário

natural Poesia


S. R. Tuppan ⚡



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sábado, 19 de outubro de 2013

Especial Vinicus de Moraes 100 Anos – 19 outubro 2013


Poética I

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoite
ço
De noite ardo
.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte
.

Outros que contem
Passo por passo
:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço
:
Meu tempo é quando.


Vinicius de Moraes


Vinicius de Moraes aos 3 anos, em 1916













O Operário em Construção - Radioficção

adaptada do poema homônimo de Vinicius de Moraes