quarta-feira, 8 de março de 2017

Folhinha Poética ✨ Pensamento Poético


🌟

Folhinha Poética


Os dias passam
no seu contínuo girar.

Costumes, valores,
status se emulam.

Cuidemos ou nada nos restará:
nem a Terra, nem a Vida,
nem os Sonhos.

A criança que fomos
desaprende a brincar.

Normal sentir-se estranho
neste quadro, nestes tempos,
neste mundo.

Mas tudo pode mudar.


Artistas ~ Poetas ~ Amigos das Artes,
Uni-vos!

O movimento do Cosmos não para.
Não atrasa, nem espera.


S. R. Tuppan ⚡


8 de Março, Dia Internacional da Mulher


Duília de Mello, Cientista Brasileira


8M, Greve Internacional das Mulheres



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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O Chapéu 🌟 Conto

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O Chapéu

De repente, lado a lado andávamos, cedo da noite, em uma calma rua florida.

Imediatamente, sem qualquer temor, tudo era normal.

Chico, tranquilo, disse não conseguir encontrar o endereço daquele cartão de visita.

Perguntei se era de uma mulher. Respondeu que sim, mostrando-me o cartão e um pequeno pin com a mesma delicada espiral em verde.

No fim da mini alameda, em frente ao grande portão de ferro vazado abrindo-se para o pátio de uma aprazível vilazinha com lindas casas antigas em cores claras, ajardinadas e bem cuidadas, declinou o nome dela: Ângela.

Subitamente, a alguns passos, surge, em meio aos poucos transeuntes, uma belíssima jovem de longos cabelos castanhos ondulados, suavemente a sorrir com os vívidos olhos cor de mel.

Ao nos cruzarmos, entre incrédula e surpresa com o improvável encontro, virou-se para confirmar.

Acompanhei-a com o olhar. Nesse átimo, o amigo poeta sumira. Apenas seu chapéu no chão ficara.

Ela o pegou, delicadamente colocou-o na minha cabeça e, com um leve sorriso, deu-me o braço.

Despertei, então, sem sobressaltos.

✨

No sonho, além da visão da Beleza, encontrara o saudoso amigo, quando se completam dez anos do seu encantamento.

E a onírica viagem, na vigília fez-se literária, dall'aldilà voejante sobre os meus papéis.


S. R. Tuppan ⚡



Recife, 24 de Janeiro de 2017.

Ao Amigo Poeta, Contista, Editor e Professor
Francisco Espinhara,
falecido em 13 de fevereiro de 2007.

P. S.: As palavras que encerram a frase final deste "O Chapéu" referenciam-se nas derradeiras do miniconto de F. E. "Eczema no Lírico" (dedicado a Manuel Bandeira), do seu livo 'Sangue Ruim' (2005).

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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Resistência 🌟 Poesia


Resistência


Massa é a maçã macia na boca que a amassa

Persistente, a água insiste até furar a pedra dura

Paciência, que a mais funda ferida o tempo cura

Não quebra, se amolda, verga, torna: resiliência


S. R. Tuppan ⚡



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domingo, 25 de setembro de 2016

Mensagem – Carta à Prima ✨ Poesia


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Mensagem – Carta à Prima

Dois sentimentos
um que vem sem ser chamado: Saudade;
e outro a que chamamos: Alegria!

Aquela chega, invade;
o calor desta aquece o dia.

Amar, viver é sem receita.
Cada qual é que se sabe.

Na vida também nos cabe
sabê-la não tão perfeita.

E, assim, seguimos bem
a viver o melhor da Vida, vem.

S. R. Tuppan ✨



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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Atrasilda? 🌟 Conto

💫


Don Quijote de La Mancha, de Miguel de Cervantes


✨



O clima não estava nada bom na ‘Grande Pequena’ ou ‘Terra do “Se” e do “Quase”’ ou ‘País do Regresso’, no modo jocoso como era tinhosa e vulgarmente chamada pela Matriz a mais criativa Província e maior fornecedora de matéria-prima do Sistema.

Até há pouco próspera e autoconfiante, com sucessivos e autônomos governos progressistas, acabara de sofrer um golpe e vira-se, uma vez mais, dominada por corruptos, gananciosos, entreguistas, subservientes à Matriz.

Esses inescrupulosos seres semifictícios – nos quais inexiste qualquer boa intenção ou, sequer, resquício de bom sentimento para com o semelhante ou o lugar onde nasceram e do qual, desavergonhada e vorazmente se locupletam; insaciáveis no mesquinho afã de defender seus interesses inconfessáveis –, em delírio megalomaníaco, quase que num átimo, nela pretendiam instalar um bizarro tempo paralelo, fundindo a Idade das Trevas com a Idade da Pedra Lascada.

Uma bem orquestrada trama vencera, parecia. Instigado nas mídias, artificial e meticulosamente implantado, cultivara-se em significativa parcela da população o ódio irracional a tudo que fosse, lembrasse ou parecesse o lado oposto, na semiótica síntese da cor: Vermelha!

Naqueles idos de pesar e nada saudosa memória, multidões em manadas aderiram ao primarissímio, simplório, mais-que-grotesco e venal verde-amarelismo, superficial e providencialmente reanimado pelas oligarquias, para deleite das rançosas e prestativas viúvas das muitíssimo odiosas ditaduras.

Na ausência de legítimo prócer, essas legiões de ignaros ignotos tinham como ídolos notórios embusteiros, aspirantes a um lugar na casa-grande, famosos decadentes, membros facciosos da magistratura, uma rama de pueris e patéticas subcelebridades a que – na indubitável falta de lucidez e bom senso –, inadvertida e despropositadamente, chamavam de líderes (sic).

Essas levas de filhotes de proveta da ignomínia sofrem do terrível mal que o neologismo, precisa, infeliz e adequadamente, sintetiza e define: midiotia.

“Mas a vida é (sur)real e de viés” – parafraseando o compositor popular.

Embora parecesse vitorioso, aquele desonrado e desonroso (des)arranjo intestinal, digo, institucional, em pouco tempo veio a naufragar, como sói acontecer àquilo que não possui legitimidade, por não ter raiz e nenhuma sustentação no cerne da vida real, por não se basear na íntima substância de tudo: a Verdade.

Graças às lúcidas lutas organizadas e, bravamente, encampadas pelas camadas mais esclarecidas e inconformadas da sofrida, porém vivaz, população, após aquele trágico e, relativamente, breve período de obscuridade, superando o ultraje, Atrasilda retoma o seu rumo, a reconquistar, indômita, a então fragilizada autoestima e a urgentíssima autonomia, a fim de tornar-se igualitária, a construir-se fraternal e solidária, fundada na Beleza e na Justiça.

Segue, assim, a concretização do Sonho Coletivo a realizar-se em práxis, a consolidar perene, consciente, profundamente, a sua tão almejada e legítima autodeterminação.

Inspirada na milenar Sabedoria dos Povos Originários, no seu, desde sempre, saudável e lúdico viver pleno em Harmonia Consigo, entre Si e com a Natureza, um respeitar-se e proteger-se mutuamente, sendo pura, vera e naturalmente uma Grande Família Comum, sem dominador nem dominado, onde as Crianças são por todos cuidadas, as Mulheres, igualmente consideradas, e as Ançiãs e os Anciãos, Guardiães dos Saberes Sagrados, nossos inspiradores e admirados Guias das Novas Gerações.

Para uma novíssima era, que a Vida Nova anuncia, poeticamente a reinventar-se, um antigo nome novo: Utopia!


S. R. Tuppan ⚡

Sete de Setembro de 2016.



O Equilíbrio do Mundo ✨ Arte Yanomami 

💫



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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Estradas Siderais ✨ Poesia ✨ Sétima Contemporânea • Repost

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Estradas Siderais

Na labuta da vida matutino
Conhecendo os segredos seculares
Ensinando aos maiores dos mortais
Com ogivas armados os cantares
Derretendo as camadas glaciais
Vivendo sem temer nenhum destino
Nas estradas dos versos siderais

Amar é sempre um grande desafio
Provoca os corações mais comportados
E os desordena em cenas surreais
Amantes sem pudor apaixonados
Não precisam motivos racionais
É quando o mar vai desaguar no rio
Nas estradas dos versos siderais

Na jornada devemos ser ousados
Desbravar novos caminhos pioneiros
Honrar a tradição dos ancestrais
Encontrando os amigos verdadeiros
Queridos pelos bens universais
Seguindo por caminhos estrelados
Nas estradas dos versos siderais.



Crowded Heart of Hercules Globular Cluster
Image by ESA / NASA Hubble


✨



O Telescópio Espacial Hubble, da NASA / ESA, é um dos telescópios mais sofisticados do mundo.

Mas mesmo o Hubble não pode descobrir todos os segredos do Universo, por conta própria.

Esta nova Hubblecast concentra-se nas descobertas astronômicas feitas usando o Hubble e outros telescópios, tanto no espaço como no chão, em um trabalho de equipe científica.

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